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domingo, 5 de junho de 2011

Nosso Direito


Fazendo Valer Nosso Direito

Sempre que me pegava pensando no meu parto, o que mais me deixava aflita era saber se o maridão poderia ou não estar comigo nesse momento. Aqui na minha cidade não temos hospitais particulares e apenas uma operadora de plano de saúde sendo que e a mesma estava passando por uma reestruturação e muitos médicos nem estavam atendendo. Então só restava o Sistema Único de Saúde, esse é uma precariedade, e todos os partos de amigas conhecidas daqui, sempre me diziam que os maridos não tiveram como entrar com elas, ou sequer a mãe, enfim, um acompanhante. As desculpas iam desde o risco no parto à falta de roupas apropriadas, então eu, receosa como sou, pensando no caso da Maria Helena querer vir antes do tempo e eu não está na referida capital acima citada, pesquisei se não exista uma lei que nos acobertasse desse direito. Para minha sorte, não é que existe mesmo? Pulei de felicidades, nada mais justo, pois se passamos toda a gravidez acompanhadas diariamente por nossos maridos, mães, etc, não seria justo passar pelo ápice do momento "sozinhas".
Como estava morando na capital Natal\RN, pagava um plano de saúde enquanto morava lá, descobri a gravidez depois que me mudei, então decidi continuar a pagar o plano, para ter o acompanhamento com a minha médica. Sendo assim, todos os meses iámos para a consulta de pré-natal lá, viajávamos 280km pra ir e 280km pra voltar - um sacríficio eu sei - mas valeu muito a pena e todo o processo do meu parto foi perfeito. Meu marido pode ficar comigo durante todo o tempo, desde a sala do pré-parto até a ida de Maria Helena para o berçário. Todo o clima na sala foi descontraído, musiquinha de fundo, uma MPB, e até tocou a música que sempre cantava para ela: "...avião sem asa, fogueira sem brasa, sou assim sem você..."
Sei que para nem todas esse momento é tão feliz e proveitoso, mas desde já façam valer o direito que nos cabe e não somente na hora no parto, mas com todas as "preferências" que temos por direito. Não devemos baixar a cabeça para qualquer tipo de imposição a qual somos submetidas.
DO SUBSISTEMA DE ACOMPANHAMENTO DURANTE O TRABALHO DE PARTO, PARTO E PÓS-PARTO IMEDIATO:
Lei nº 11108/05 , 7 de abril de 2005.
Art. 19-J. Os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde - SUS, da rede própria ou conveniada, ficam obrigados a permitir a presença, junto à parturiente, de 1 (um) acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.
§ 1o O acompanhante de que trata o capit deste artigo será indicado pela parturiente.
§ 2o As ações destinadas a viabilizar o pleno exercício dos direitos de que trata este artigo constarão do regulamento da lei, a ser elaborado pelo órgão competente do Poder Executivo.
O curioso sobre esta lei é que nem todos sabem dela. Resultado: médicos que se recusam a permitir a presença do(a) acompanhante e parturientes que não sabem do direito que têm.Em primeiro lugar, cabe ressaltar que a lei abrange apenas os hospitais do SUS e seus conveniados. Apenas para fins de informação: segundo o Art. 4º da Lei do SUS, “o conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público, constitui o Sistema Único de Saúde (SUS)”, estando “incluídas as instituições públicas federais, estaduais e municipais de controle de qualidade, pesquisa e produção de insumos, medicamentos, inclusive de sangue e hemoderivados, e de equipamentos para saúde” (parágrafo 1º do referido artigo).
Não obstante, os hospitais particulares também estão obrigados a permitir a presença do acompanhante, já que está em vigor a Resolução da Diretoria Colegiada N° 36, DE 3 DE JUNHO DE 2008, da ANVISA, a qual dispõe sobre Regulamento Técnico para Funcionamento dos Serviços de Atenção Obstétrica e Neonatal, cujo item 9.1 prevê que “o Serviço deve permitir a presença de acompanhante de livre escolha da mulher no acolhimento, trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.“
Façam valer o nosso Direito !!

domingo, 22 de maio de 2011

Pitiríase Roseo, Hein ?

Como prometido, aqui está o post para explicar sobre essa doença chatinha que me acomete desde semana passada, estou me sentindo feia e chateada, espero que passe logo e eu volte a me olhar no espelho normalmente.

O que é a pitiríase rósea?

Pitiríase rósea é uma erupção cutânea característica pensada para ser causada por um vírus. Comumente ocorre em adultos jovens (especialmente com idades 15-30), mas pode ocorrer em qualquer idade. Ele não é considerada contagiosa.


Quais são os sintomas?
O arauto patch A erupção geralmente começa com uma grande mancha no tronco, chamado um arauto patch porque ele anuncia o início de uma erupção cutânea generalizada 1-2 semanas mais tarde. Esta herald patch é muitas vezes confundido com micose. Cerca de uma em cada cinco pessoas com pitiríase rósea não terá um arauto do patch. A erupção Em poucos dias as manchas romper todo o corpo, cobrindo o tronco e braço (em uma T-shirt distribuição), e parte superior das pernas. Raramente, as erupções podem cobrir o pescoço e face. As manchas tornam-se manchas ovais (cerca de 1-2cm) de salmão-vermelho ou cor de cobre, com margens de pele escamosa. A erupção é organizado ao longo das dobras da pele (chamadas linhas de clivagem) para dar a aparência de uma árvore de Natal, especialmente na parte de trás do corpo. pacientes Outros sintomas não são maus, embora possa haver algum incómodo menor de coceira. Alguns pacientes não têm qualquer prurido em tudo, enquanto outros podem ter prurido considerável.


Quais são os riscos? 
Não existem riscos associados a pitiríase rósea, mas você deve visitar o seu médico para ter certeza que você não tem outra doença de pele semelhantes, como micose. No cicatrizes irá resultar da erupção cutânea a menos que haja uma infecção complicando. Segundo os ataques são raros.


Quais são os diagnósticos diferenciais?
Além de confundir o arauto patch com micose, duas condições podem causar confusão. Um deles é um tipo de chamada psoríase gutata, que é uma erupção aguda de início súbito. A outra é uma erupção da droga, que pode acompanhar o consumo de drogas usadas para tratar a artrite reumatóide ou a hipertensão.


Quanto tempo demora a última erupção?
Pitiríase rósea normalmente executa um curso natural de 4-10 semanas. Ele desaparece da sua própria vontade. Não existem medicamentos ou tratamentos disponíveis para encurtar esse caminho.


Qual é o tratamento?
Não existe um tratamento especial para a pitiríase rósea. Você deve levar sua vida normal, activa. Se possível, expor a pele a quantidades moderadas de luz solar, pois isso tende a diminuir a erupção, mas você deve evitar queimaduras solares. Caso contrário, a terapia da luz ultravioleta, três vezes por semana é útil. Tomar banho e duche, como de costume, mas use um sabão neutro, como Dove ou Neutrogena. Se a coceira é um incômodo, usar uma loção ou creme calmante. Loções calmantes incluem:
* Loção de calamina;
* Loção de calamina com 1% de fenol;
* Mentol 1% em creme aquoso;
* Creme de uréia. Um óleo de banho relaxante, como QV Bath Oil, pode dar alívio e é particularmente útil para as crianças. Se a coceira for grave, o seu médico provavelmente irá prescrever a medicação, que podem incluir um corticóide tópico (cortisona) creme.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Momentos de Aflição.


Pois bem gente, passei um perrengue daqueles essa semana, começou  quando percebi no meu seio direito uma manchinha vermelha, parecido com uma picada de muriçoca (pernilongo), isso na quinta feira a noite 12\05, quando foi na sexta feira dia 13\05, percebi que tinha mais de uma manchinha no meu seio, pensei ser irritação ou algo parecido, porém quando amanheceu  sábado tudo piorou, como num passe de mágica se alastrou em todo o seio, e pior no outro seio também, entrei em parafuso, fiquei desesperada, chorei, e me diagnostiquei de todas as maneiras, e o pior, outras pessoas também me diagnosticavam, umas para melhor outras para pior, e botem pior nisso, de germe de gato, cachorro e etc, a uma simples alergia, surgiram os diagnósticos.
A única coisa a qual eu relacionava o fato, era o seguinte , num domingo de algumas semans atrás, se não me engano a 15 dias, eu tomei um banho de chuva e estava com sutiã, e esse mesmo sutiã, ficou na casa da minha mãe, e na quinta feira eu estava na casa dela, e precisei sair , mas estava com um sutiã meio caidinho, então vi ele lá e troquei os sutiãs, nem me lembrei se tinha ou não lavado, então estava achando, e não só eu, como Mozinho também, que era germe de gato que tinha vindo das "biqueiras", devido ao banho de chuva, no sábado de manhã fiquei transtornada que comecei até a ver que estava em Maria Helena também, percebi no cantinho da boca dela, que também havia uma manchinha rosa, parei de dá de mamar para ela direto no peito, comecei a tirar e colocar na mamadeira, e tentar dá um pouco de LA pra ela, pensa que ela quiz, foi uma luta travada, principalmente porque ela também só gosta da Chuquinha (mamadeira de 50ml), acho que porque o bico é bem molinho parecido com o peito, procurei a manhã quase inteira por médicos particulares, não encontrava, então fui no hospital público mesmo, na urgência, chegando lá o plantonista era um pediatra, menos mal pensei, só assim ver logo Leninha também, então ele olhou assim por cima, e diagnosticou Alergia, receitou um anti-alergico e um creme para mim e para Leninha , disse também que eu poderia continuar amamentando , mas eu não confiei de jeito nenhum, e continue com a saga da desmamadeira, passava horas tirando o leite, e ela tomava tudo apenas de uma única vez, então durante o dia dava frutinhas, e a noite alternava, uma vez leite materno outra vez, o leite artificial, no 2º dia ficou mais difícil, não sei se devido ao meu nervosismo, ou a falta de sucção dela, mas o leite não saía mais, aí entrei em desespero total, apenas na segunda-feira de manhã, consegui um médico dermatologista que fez o diagnóstico certo, saí da consulta com uma notícia alegre e uma triste, a alegre, foi que não era germe nem alergia, e o principal, não era contagioso e eu realmente poderia dá de mamar sem preocupação alguma, porém se trata de um tipo de vírus, diagnosticado como Pitiriase Roseo, e que não existe nem um medicamento de efeito imediato, a cura pode durar até 3 meses, e as erupções se espalharem por todo o corpo, por fim receitou um hidratante e um medicamento via oral, e solicitou um exame de sangue também, pediu pra voltar com 12 dias, aproveitei perguntei das estrias e ele receitou uma fórmula e disse que ainda tinha jeito, (pelo menos isso de bom),  quando pensei ter resolvido tudo, fui dá um mamasinho pra ela, aí sim meu mundo desabou, ela não quis, entrei em desespero parte II, sentia que ela sugava e como não estava saindo facilmente ela se irritava e não queria mais, a sorte foi que o maridão lembrou que eu tinha ainda um restinho de Plasil que tomei assim que ela nasceu, para estimular a produção do leite , então comecei a tomar e intensifiquei a ingestão de líquidos, agora já está bem melhor e ela está mamando normalmente, nunca pensei passar um sufoco tão grande, meu maior medo era que ela não quisesse mais mamar, medo surreal gente, justo eu, que pensei essa semana: Poxa não vejo a hora de Leninha começar a tomar o LA , para ver se dormimos a noite toda, bendito arrependimento do tamanho do universo, para acabar de completar, estou com uma intensa dor de dente, só que em todos os dentes de uma vez só, amanhã irei a dentista e ver o que pode ser, sei não, xô ziquizira, farei outro post apenas explicando sobre a Pitiríase Roseo, vamos torcer para uma maré de bonança voltar a reinar aqui em casa...
Merciana Amorim.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Seu bebê é, o que você come.

Nenhum lugar no mundo parece mais seguro do que a barriga materna. Dentro do útero, o bebê flutua em quase 1 litro de líquido amniótico, uma mistura de água e fluidos da mãe e da criança que mantém a temperatura constante e protege a nova vida de impactos externos. A placenta, a conexão do bebê com o exterior, funciona como um filtro. O tecido de 4 centímetros de espessura, colado à parede do útero e repleto de vasos sanguíneos, leva oxigênio e nutrientes para o bebê e manda embora gás carbônico e impurezas. Mas todo esse aparato de segurança provido pela natureza é inócuo para proteger o bebê de um perigo prosaico: a alimentação materna. Uma nova safra de estudos, baseados nos avanços da genética, está ajudando os pesquisadores a entender por que aquilo que a mãe come tem o poder de influenciar na saúde do filho até mesmo na vida adulta. As pesquisas sugerem que a alimentação materna pode moldar o funcionamento do organismo do bebê para o resto da vida. O bebê gordinho de hoje pode virar a criança reconchuda de amanhã e o adulto obeso do futuro.
Depois de compilar por décadas estatísticas sobre nascimentos, os cientistas concluíram que mães obesas têm entre 42% e 63% mais chances de dar a luz a bebês que se tornarão crianças obesas e adultos obesos. No futuro, os quilos a mais freqüentemente se traduzem em problemas de saúde, como diabetes, hipertensão e doenças cardíacas. Um dos estudos mais recentes, publicado no ano passado pelo Lancet, um prestigiado periódico médico, conseguiu determinar a exata relação entre o peso da mãe e do filho. A pesquisa com mais de 510 mil americanas sugere que cada quilo ganho pela mãe na gravidez aumente o peso do bebê em 9,5 gramas ao nascer. Uma mulher que engorde 20 quilos, por exemplo, terá duplicado as chances de ter um bebê com mais de 4 quilos, peso considerado acima da média. As recomendações médicas sugerem que as gestantes ganhem, no máximo, 20% do peso ideal. A médica americana Emily Oken, da Universidade Harvard, conseguiu mostrar que os quilos extras afetam o organismo da criança desde o ventre. Emily estudou mais de 1 mil gestantes e concluiu que os filhos de mães que ganharam mais peso do que o recomendado tinham chances quatro vezes maiores de serem crianças obesas aos 3 anos. E, ao nascer, a pressão arterial de bebês de mães obesas era mais alta. Para cada 5 quilos ganhos na gestão, a pressão arterial do bebê aumentou 0,60 mm Hg.

Como a alimentação materna afeta o bebê:

Os cientistas desconfiam que átomos dos nutrientes ingeridos pela mãe podem se ligar aos genes do filho. Esse processo não altera a estrutura do gene, mas é capaz de ligá-lo ou desligá-lo. Os fetos seriam especialmente sensíveis a esse tipo de mudança porque a velocidade do crescimento na barriga da mãe é muito acelerada. Os médicos ainda não sabem ao certo quais alimentos podem ter esse tipo de efeito. Mas já há bons indícios de que uma alimentação rica em gordura e açúcar pode afetar o metabolismo do feto para o resto da vida.
A janela de oportunidade para alterar o metabolismo infantil continua depois do nascimento. Pelo menos é o que indicam estudos que analisam os efeitos dos suplementos nutricionais, como as fórmulas lácteas, no desenvolvimento de bebês. Os cientistas estão começando a desconfiar que o nível de proteínas presente nessas fórmulas é muito maior do que deveria, o que contribuiria para criar bebês mais gordos e com mais chances de desenvolver diabetes, hipertensão e doenças cardíacas no futuro. Quando as fórmulas foram criadas, no início da década de 1970, os fabricantes tiraram tudo o que tinha de ruim no leite de vaca integral, como o excesso de gordura, e incorporaram mais proteínas do que havia no leite materno. Pensava-se que elas fariam bem porque ajudam o bebê a crescer. O problema é que ainda não se sabia como o excesso poderia interferir na intricada rede processos do nosso organismo. É essa cadeia de reações que os cientistas estão começando a desvendar agora.


Os leites artificiais podem causar obesidade?
O excesso de proteínas nos primeiros meses de vida estariam por trás de alguns desses processos. A equipe do pediatra alemão Berthold Koletzko, pesquisador da Universidade de Munique, estudou mais de 1 mil crianças européias. E concluiu que os bebês que consumiam fórmulas ricas em proteínas (4,4 gramas por100 calorias) ganharam mais peso do que os alimentados com fórmulas mais fracas (2,2 gramas a cada 100 calorias). Mas não houve nenhuma diferença no comprimento das crianças, indício de que diminuir a quantidade de proteínas não prejudicaria o crescimento.
A hipótese de Koletzko é que o consumo exagerado de proteínas estimula a produção de substâncias que favorecem a proliferação de células de gordura. Ainda não há um consenso sobre a composição mais adequada das fórmulas artificiais. “Algumas empresas já estão diminuindo a quantia de proteínas, mas ainda é preciso estudar mais esse assunto”, diz o pediatra Cláudio Leone, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. “Agora que sabemos que a primeira infância é fundamental para determinar o funcionamento do organismo, é preciso mais cautela para criar consensos. Senão, daqui a 15 anos, teremos criado uma geração de desnutridos e não de obesos.” Vale lembrar que a recomendação da Organização Mundial da Saúde é alimentar os bebês até seis meses de idade exclusivamente com leite materno.
As novas descobertas sobre como o ambiente intra-uterino pode comprometer a saúde dos filhos até na vida adulta deixam qualquer futura mãe angustiada. Como ainda falta muito para os médicos entenderem quais alimentos podem ou não influenciar o desenvolvimento infantil, a melhor estratégia é adotar uma alimentação equilibrada – um ótimo exemplo para as crianças seguirem no futuro. “As mães não devem se preocupar com tudo o que elas comem”, diz pediatra e nutrólogo Fabio Ancona, professor da Universidade Federal de São Paulo. “Elas só precisam comer bem.”

Fonte: Marcela Buscato é editora-assistente de ÉPOCA em São Paulo.

Ps: Quem me indicou esse post, foi o maridão, assim como eu, ele também esteve muito preocupado durante toda minha gravidez, com o que eu estava encaminhando para a nossa princesa, que hoje é prova viva que tudo realmente valeu a pena.
Obrigada Mozinho pela indicação!!!! Te Amo Muitão !!!
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